Foi em 2001 que tudo começou, quando quatro histórias diferentes se juntaram por um único objetivo. Vindos de um passado musical oriundo do Punk Rock, Thrash e do Glam Metal e tendo personalidades bem marcantes, os integrantes da Shadowside descobriram duas coisas em comum: o amor por fazer música e a coragem para assumir riscos, perseguir objetivos e sonhos. Contando com Dani Nolden no vocal, com uma voz marcante e poderosa, eles conquistam fãs por onde passam.
A banda de Santos (SP), surpreendeu tanto a mídia como os fãs, lançando um EP independente, construindo uma leal base de seguidores com uma presença de palco intensa em cada apresentação. Tanta repercussão os assegurou excursionar com grandes nomes do cenário internacional como Nightwish, Primal Fear e Shaman em seu primeiro ano de carreira.
O debut álbum ‘Theatre of Shadows’ foi considerado um dos melhores álbuns já lançados na cena brasileira do Heavy Metal, este trabalho foi resultado de muita dedicação, força de vontade e um trabalho árduo e constante melhoria. Com mais de duas mil cópias vendidas só no Brasil, mesmo antes de cair na estrada, eles foram a escolha óbvia para excursionar ao lado do Helloween na turnê brasileira de 2006.
O reconhecimento não demorou a chegar, eles foram premiados como melhor banda, melhor álbum, melhor vocalista e melhor show nacional. No entanto, em 2007, a Shadowside realmente despontou para o mercado internacional. Em Julho, o grupo ganhou o prêmio "AirPlay Direct All Things Digital Hard Rock / Heavy Metal", ao disputar com mais mil bandas de todo mundo. Assinaram também contrato com a gravadora norte-americana Chavis Records (Britny Fox, Quiet Riot) para o relançamento mundial do álbum Theatre of Shadows.
Após a turnê pelos EUA, Espanha e Brasil, o novo registro fonográfico do grupo foi produzido e mixado por Dave Schiffman, internacionalmente conhecido por trabalhar ao lado de grandes artistas como Audioslave, System of a Down, Red Hot Chili Peppers, Six Feet Under e muitos outros, e masterizado por Howie Weinberg, que trabalhou em discos de ouro e platina como Metallica, Iron Maiden, Pantera, Rush, Aerosmith e outros.
Eles já estão prontos para cair na estrada mais uma vez em uma turnê ininterrupta, mas antes disso, a Rock Post conseguiu entrevistar a vocalista Dani Nolden, que fala sobre a carreira, a banda e o novo álbum. Confira na íntegra esta super entrevista.
Rock Post: Como vocês estão encarando o reconhecimento como uma das melhores bandas que surgiram no Cenário do Metal Nacional nos últimos anos?
Dani: Nós estamos muito felizes com esse reconhecimento. Nós sempre acreditamos em nosso próprio potencial, mas não esperávamos que tudo isso aconteceria, ao menos não tão rápido. Todas as bandas nascem com o sonho de ter o trabalho reconhecido e respeitado, mas sempre soubemos que não seria algo fácil atingir nossos objetivos. Nós procuramos encarar essa recepção com naturalidade, claro que é uma conquista, mas sabemos que se não mantivermos os pés no chão e continuarmos trabalhando duro, tudo se desfaz em questão de meses ou até semanas. Somos muito realistas e sabemos que quanto mais respeito tivermos, mais precisaremos trabalhar e nos esforPorçar. Quem ganha com isso somos nós como artistas, já que sempre nos sentimos ansiosos para superar nossos limites e os fãs, que sempre terão a certeza de que nos dedicamos 100% em todos os shows e gravações. Acredito que quando um fã perde o tempo e investe o dinheiro dele para ir até o seu show, ele merece o melhor e talvez essa seja nossa fórmula para o crescimento. Talento é importante, mas não significa coisa alguma sem muito suor.
Rock Post: Fazendo um balanço geral da carreira de vocês, quais foram as maiores dificuldades encontradas pelo caminho e quando foi que o vento soprou a favor de vocês?
Dani: Nossas dificuldades foram provavelmente as mesmas que de muitas bandas, como conquistar nosso espaço no início, os primeiros shows quando ainda não sabíamos como as coisas funcionavam, a primeira experiência com um produtor profissional, a busca por uma gravadora séria. Desde o início tivemos pequenos sucessos e tentamos utilizá-los da melhor forma possível para que eles pudessem formar uma base sólida para o crescimento da banda, então não acho que o vento soprou a nosso favor de forma repentina. As pessoas começaram a perceber que estávamos atingindo um público maior de uma hora pra outra, mas nós observamos isso acontecer de pouco em pouco desde que iniciamos as atividades. O vento a favor e contra sempre estiveram lá, nós apenas contornamos os problemas e sempre tiramos uma lição deles quando eles apareceram, e cultivamos cada pequena conquista até que as portas finalmente começaram a se abrir com o lançamento no Brasil do nosso álbum de estréia Theatre of Shadows.
Rock Post: Sei que já se passou algum tempo da turnê brasileira ao lado do Helloween, que ocorreu em 2006, e vocês também dividiram palco com o Nightwish. Como foram essas experiências na carreira de vocês?
Dani: No mínimo, muito interessantes! Foram oportunidades únicas para chegarmos a um público que ainda não nos conhecia. Quando tocamos com o Nightwish ficamos um pouco preocupados, porque somos completamente diferentes deles. A única coisa que temos em comum é que eles também tem uma mulher como vocalista. Na época, nós éramos muito mais pesados que eles e achamos que o público poderia não receber isso muito bem, mas foi exatamente o contrário. Quando as cortinas se abriram e começamos a tocar, vimos 7 mil pessoas com as mãos para cima, gritando e curtindo enlouquecidas, então paramos de tremer (risos). Imagino que eles gostaram de nós exatamente porque éramos diferentes e não uma cópia da banda principal. Essa recepção por parte do público também aconteceu quando tocamos com o Helloween. Isso foi muito especial para nós, afinal éramos apenas a banda de abertura, uma banda convidada, não a banda principal que as pessoas pagaram para ver. Então quando você escuta milhares de pessoas gritando seu nome e cantando sua música quando você está sendo diretamente comparado com bandas que estão há anos fazendo sucesso e tem tanto respeito em todo o mundo, você sabe que está no caminho certo. É uma sensação incrível e inexplicável.
Rock Post: As composições da Shadowside são sempre muito bem produzidas, com melodias empolgantes e bem trabalhadas, além da excelente interpretação do vocal de Dani Nolden. Para fazer músicas tão bem classificadas na mídia, de onde surgem as idéias e quem são os responsáveis pelas composições?
Dani: Todos nós somos responsáveis, de alguma forma. Recentemente, eu tenho escrito a maioria das músicas, mas eu não as termino sozinha. Todas as músicas têm o dedo de todos. O trabalho em grupo é algo importante dentro de uma banda, tudo acaba se tornando o trabalho solo de alguém se isso não acontece. Nós não temos uma fórmula específica. Eu posso levar uma música completa para os meninos e então modificamos algumas coisas juntos, ou levo apenas a estrutura da música e terminamos o que falta em estúdio ou ainda algum dos meninos escreve e depois os outros colocam o toque deles e eu modifico algumas coisas... as músicas são feitas como precisam ser, não forçamos em uma direção específica, nós só combinamos que precisa ser pesado (risos). Não ficamos cheios de dedos ou com os egos nas alturas quando alguém quer mudar algo que o outro fez. Escrevemos tudo como uma banda e o resultado final é o que importa. As músicas não são músicas minhas, do Raphael, do Fabio ou do Edu... são músicas da Shadowside, então não nos importa quem escreveu o que.
As idéias são tiradas de situações do cotidiano, das nossas vidas e do que vemos nas vidas de amigos e pessoas próximas a nós, além de acontecimentos nacionais como o assassinato do menino João Hélio. Quando escrevi a letra de Nation Hollow Mind estava irritada e indignada com o que aconteceu. Achei absurdo que em um dia todos estavam de luto e no dia seguinte todos estavam se divertindo no Carnaval como se o País não tivesse acabado de ser “presenteado” com a notícia chocante de uma crueldade como aquela. O País deveria ter parado para protestar contra aquilo. Talvez não havia muito que poderíamos fazer e as pessoas acharam que deveriam se preocupar apenas com as próprias vidas, mas todos na situação da mãe daquele menino teriam apreciado a união de um país se manifestando e demonstrando apoio. A voz de uma nação inteira tem muita força. Eu gostaria muito de ver o Brasil resolvendo mais problemas que festejando para fugir deles. Se divertir, festejar e manter um sorriso no rosto é necessário, sem dúvidas, especialmente quando a grande maioria da nossa população é tão sofrida, mas nosso país precisa tomar muito cuidado e ser apenas alegre, não alienado.
Mas nem todas as nossas músicas são tão sérias e polêmicas. Também falamos sobre relacionamentos, sejam eles de amizade ou românticos que deram errado, mas de uma forma divertida como na In the Night, além da música Dare to Dream que diz tudo o que nós fizemos durante toda a trajetória da banda: nos atrevemos a sonhar. Todas as grandes bandas nasceram de um sonho de criança, mas não falamos apenas do sonho de ser bem-sucedido na música, é para as pessoas que desejam fazer uma viagem, mudar de emprego, iniciar um curso. Qualquer sonho pode se tornar real desde que se trabalhe para isso.
Rock Post: Quais as principais bandas ou músicos que influenciaram o estilo da Shadowside?
Dani: É difícil dizer o que nos influenciou diretamente, cada um de nós gosta de algo completamente diferente. Eu gosto muito do Hard Rock, Glam e Heavy Metal dos anos 80, adoro as clássicas como Deep Purple, mas também gosto de algumas bandas mais recentes como Rammstein e Disturbed. Você vai encontrar muitas coisas diferentes na minha coleção de CDs. Os meninos também têm gostos variados. Fabio gosta de Slayer, Venom e Tears for Fears, Raphael adora Pantera e Nevermore, Edu gosta de tudo (risos). Quando você escuta
Dani Nolden
Shadowside, fica óbvio que não nos parecemos com nenhuma dessas bandas, então acredito que tudo que escutamos nos influencia de alguma forma e acrescentamos nossas personalidades nas coisas que aprendemos com os artistas que crescemos escutando, sem tentar imitar alguém. Amem ou odeiem, mas nós somos nós mesmos (risos).
Rock Post: Antes de terminar o álbum ´Theatre of Shadows` vocês tiveram problemas com a Frontline Records, mas conseguiram terminar e chegar ao objetivo final que era o álbum do jeito que vocês esperavam, para as novas bandas que tentam conquistar um espaço, você tem alguma dica sobre essa questão?
Dani: Como eu disse agora, é fundamental ser você mesmo e acreditar em si mesmo, no seu próprio potencial. Você deve conhecer seus limites e tentar superá-los, acreditar em seu talento não significa ser egocêntrico, sempre existe como melhorar. É importante estar consciente de até onde você pode ir e se você ainda não é tão bom quanto seu artista favorito, continue trabalhando para ser. Sempre respeite seu público e vá a luta! Muitos músicos e bandas incríveis não conseguem conquistar a próprio espaço por medo de arriscar ou porque acham que serão descobertos tocando todos os finais de semana no mesmo bar. Talvez há 20 anos atrás as coisas funcionavam assim, mas atualmente esse não é o caso. Todos querem ser descobertos enquanto as gravadoras procuram quem já está pronto para ser comercializado. A primeira coisa que uma banda faz é enviar o CD Demo para todos os selos que ela conhece, enquanto ela deveria estar fazendo shows, criando um bom site, fazendo contatos e cultivando o próprio público. Se uma banda faz shows e ganha fãs, eles vão comprar CDs e camisetas, que vão gerar mais shows, mais fãs e as gravadoras observam o que acontece no cenário. Elas querem ver quem vai ser bem-sucedido mesmo sem o envolvimento dela. Quando uma banda prova que está crescendo sem ajuda externa, ela se torna interessantíssima aos olhos de uma gravadora e então a banda está na confortável posição de dizer “não” a ofertas que não são interessantes.
Rock Post: Em uma de suas entrevistas você declarou que fez uma parte da produção do álbum ´Theatre of Shadows’, disse também que gosta desta parte de produção. Sabemos que você é uma pessoa muito versátil e analisando seu lado produtora, futuramente, você pretende produzir outras bandas?
Dani: Sim, eu gosto não apenas de produzir, mas de desenvolver novas bandas também. Eu me envolvi na produção do Theatre of Shadows, porque toda a banda estava em desacordo com os produtores inicialmente contratados para trabalhar no álbum. Eles receberam ordens da gravadora de nos transformar em uma espécie de Foo Fighters mais Heavy Metal, mas apesar de eu respeitar o trabalho do Foo Fighters, nós não tínhamos intenção alguma de soar como eles. Somos uma banda de Metal. Então eles estavam tentando deixar nossas músicas mais Pop Rock e em uma reunião da banda com a gravadora, nós comunicamos a eles que não aceitaríamos isso. Nós havíamos chamado a atenção deles como uma banda de Metal e continuaríamos assim. Eles aceitaram refazer as três músicas que haviam sido completamente desfiguradas, porém um dos produtores simplesmente não apareceu no dia da gravação e o outro se recusou a continuar produzindo, passando a ser apenas um técnico de som. Fabio ainda não era um membro efetivo da banda e mal conhecia as músicas, então eu me vi sozinha no estúdio precisando assumir o cargo de produtora aos 19 anos de idade, sem experiência alguma. As três músicas foram Red Storm, Queen of the Sky e Shadow Dance. As músicas haviam sido tão modificadas que a Queen of the Sky tinha uma parte meio Dance Music e Shadow Dance tinha uma batida Funk (risos). Eu tentei deixá-las como nós originalmente as escrevemos, com algumas pequenas mudanças como cortes de excessos. Mais tarde, quando o produtor Fabio Haddad assumiu, deixei nas mãos dele a finalização da produção, pois não gosto de produzir meu próprio trabalho, prefiro que alguém de fora venha com o ouvido crítico. Aquela foi uma situação de emergência (risos). Mas eu gosto muito de produzir outras bandas e em breve farei alguns trabalhos, além de escolher algumas bandas para desenvolver. Depois de muitas cabeçadas, aprendi algumas coisas sobre como funciona a carreira de uma banda e pretendo utilizar isso para ajudar novos grupos a encontrar um caminho dentro da indústria musical.
Rock Post: Hoje em dia, sabemos que a mulher conquista um espaço cada vez maior, em todo tipo de segmento, e é claro que no Mundo do Rock não poderia ser diferente. Para você como é ser considerada a Diva do Metal Brasileiro?
Dani: Bem, eu ainda não me acostumei com isso (risos). É uma honra para mim, mas é estranho. Acho que isso é bom, pois não me deixa perder o contato com a realidade, sempre falo para minha família e amigos que se algum dia eu me comportar como uma Diva em um mau sentido, quero que eles me estapeiem para eu voltar ao normal (risos). Claro que o título é divertido e sem dúvidas dá para sentir que você tem todo o poder do mundo nas suas mãos quando se está em cima do palco. Você tem o controle e todos os olhos estão em você. Eu sou muito tímida, então meus amigos acham curioso que eu não me incomodo com ser o centro das atenções no palco. Mas é algo difícil de explicar, é como se ali fosse a minha casa, é onde eu me sinto à vontade e sei o que estou fazendo. Ali, é minha explosão e onde eu estou livre. Porém, assim que o show termina, a Diva vai dormir e eu sou apenas a mesma Dani de sempre, com os pés no chão e falando as mesmas bobagens de todos os dias com meus amigos. Eu não me acho e não sou superior a ninguém, e nunca mudaria meu comportamento com as pessoas que sempre estiveram do meu lado ou com os fãs que gostam do meu trabalho. Fico muito orgulhosa de representar o Metal Brasileiro dessa forma, mas não esqueço minhas raízes.
Rock Post: Fale um pouco sobre o mais novo trabalho de vocês o álbum ‘Dare to Dream’. Como foi trabalhar com pessoas renomadas no meio de produção e masterização como Dave Schiffman que trabalhou com bandas como System of A Down, Audioslave e Howie Weinberg que também trabalhou com Metallica, Iron Maiden, Aerosmith, Pantera?
Dani: Trabalhar com Dave significou muito pra nós, porque ele é o tipo de produtor que não aceita um trabalho se não gostar muito de uma banda. Ele falou sobre nós em entrevistas, dizendo que ficou impressionado e por isso quis trabalhar com a Shadowside. Quando estávamos procurando produtores, Dave estava no topo da lista de profissionais que queríamos trabalhar, mas como não sabíamos se ele aceitaria ou se teria disponibilidade, contatamos outras pessoas também. O segundo nome de nossa lista, que não vou mencionar, queria fazer o trabalho, mas não queria gravar no Brasil. Como ele respondeu antes de recebermos a resposta do Dave, imaginamos que ele faria a mesma exigência, que gravássemos lá fora, mas isso estava fora de cogitação para nós. Quando ele respondeu dizendo que viria ao Brasil fazer a produção, nós ficamos surpresos e adoramos que nosso “escolhido” havia aceitado (risos). Nós gostamos muito do trabalho do Fabio Haddad no Theatre of Shadows, mas gostamos de sempre trabalhar com um produtor diferente, afinal quando o músico trabalha com alguém que ainda não conhece seus limites, ele vai ser “forçado” a fazer coisas que não imaginava que era capaz de fazer. Uma vez que o produtor já conheceu sua personalidade, ele vai saber até onde você consegue ir. Eu acredito que é assim que uma banda pára de crescer. Um novo produtor escuta seu material anterior e pensa em como você pode ir ainda mais longe. Dave fez exatamente isso. Ele não é um típico produtor de Metal e nunca trabalhou com uma banda parecida com a Shadowside, então ele nos fez pensar em coisas que talvez nós não pensaríamos normalmente. Foi interessante, porque ele não nos dizia o que fazer, ele não escreveu as músicas por nós. Era como se ele estivesse abrindo as portas da nossa criatividade por descrever o que a música poderia estar precisando, foi divertido. Foi como brincar de resolver um quebra-cabeça com as guitarras (risos). O melhor de tudo é que ele nunca tomou o instrumento das nossas mãos e disse “faça isso”. Ele sempre fez com que nós criássemos, assim mantivemos nossa identidade. Hoje estamos uma banda muito mais madura, porém pesada e cheia de energia, 100% Shadowside.
Rock Post: Em junho vocês estarão com a ‘Scandinavian Promo Tour’ pela Suécia e Dinamarca, promovendo o CD ‘Dare to Dream’. Qual a expectativa com o público destes países?
Dani: Se continuarem nos recebendo como os suecos e dinamarqueses no MySpace tem nos recebido será excelente! É um mercado novo para nós que ainda não trabalhamos diretamente, mas temos recebido mensagens excelentes de muitos suecos que nos descobriram na internet. Nós passaremos uma semana na Suécia e Dinamarca sendo entrevistados pela mídia local e mundial, além de alguns encontros com fãs nas lojas especializadas. Será uma boa oportunidade para sentir como estará sendo a recepção do Dare to Dream e talvez uma forma de abrirmos as portas para uma turnê por lá no futuro.
Rock Post: Sabemos que a Shadowside estará em turnê pelos EUA e Europa, mas as datas ainda não constam no site oficial. Há alguma previsão que já possa ser divulgada?
Dani: Nós ainda não temos as datas da turnê do Dare to Dream. Porém, os planos são de tocar aqui no Brasil em Maio/Junho e ir para o exterior durante nosso inverno, a partir de Julho. Existe a possibilidade de tocarmos em alguns festivais tanto na Europa quanto nos EUA, que ainda estamos estudando, porque precisam coincidir com datas adicionais da nossa própria turnê. A quinta passagem pelos Estados Unidos já está sendo organizada. Assim que as datas forem agendadas e confirmadas, elas estarão em nosso site e no MySpace. 2009 será um ano de muito trabalho pra nós. Não estamos muito interessados em férias (risos).
Rock Post: Para finalizar agradecemos a entrevista, foi um prazer poder saber mais sobre a carreira de vocês e desde já parabenizamos e desejamos sucesso a Shadowside. Deixem uma mensagem aos fãs da Shadowside e leitores da Rock Post.
Dani: Agradeço a todos vocês da Rock Post pelo espaço. Espero que os leitores curtam a entrevista e que todos gostem do Dare to Dream. Contamos com a ajuda de vocês para deixar todos os vizinhos assustados com tanto barulho! Se chamarem a polícia porque “aqueles malucos estão ouvindo esse Metal muito alto”, ainda melhor! (risos) Nos vemos em breve na estrada!
Confira: www.myspace.com/shadowsideband
