A Revista Rock Post teve a honra de entrevistar um dos guitarristas mais conceituados do Metal mundial, seu nome é Andreas Kisser, nascido em São Bernardo do Campo (SP), está desde 1987 no Sepultura. Teve influências diversas no seu começo e hoje com seus acordes conquista públicos do mundo todo. Andreas tem uma bagagem musical de dar inveja a qualquer músico, tocou ao lado de monstros consagrados, participa de projetos diversos, tem a versatilidade e competência que muitos se espelham para alcançar um lugar no mundo da música. Tornou-se ídolo nacional e internacional e, hoje, ele divide um pouco de sua experiência acumulada durante toda sua carreira com seus fãs e leitores de Rock Post.
RP: Como está a expectativa para o lançamento de A-Lex no Brasil?
AK: A expectativa é muito boa, as entrevistas que já fizemos pra a imprensa européia e americana estão sendo muito positivas. Nós vamos fazer um show em Salvador no dia 11 de janeiro e vamos tocar o show novo que vamos apresentar pelo resto do mundo.
RP: Quando você entrou para o Sepultura, em 1987, esperava essa repercussão mundial da banda, que hoje é um ícone do Heavy Metal?
AK: Eu só sonhava, principalmente em tocar fora do Brasil, mas o que nós conquistamos foi muito além de tudo que eu sonhei. Os desafios continuam.
RP: O seu projeto HVBRIS teve a aceitação que você esperava do público? Como estão sendo as apresentações?
AK: O cd ainda não saiu, ele tem previsão de lançamento em março. Eu estou fazendo alguns shows pelo Brasil e a aceitação tem sido muito boa. Procurei músicos que são bem versáteis e estou testando e experimentando bastante no palco.
RP: Como surgiu a idéia do projeto HAIL? Vocês farão algumas apresentações com o “HAIL” em janeiro no Chile. Vocês pretendem estender as apresentações por mais tempo? Quais são as maiores dificuldades para conciliar, projetos, banda e tudo mais?
AK: O "HAIL!" surgiu de uma idéia do empresário americano Mark Abbatista. Ele me chamou pra fazer parte desta banda com o Dave Ellefson, Ripper Owens e Jimmiy de Grasso para tocar os temas de nossos grupos e os covers de bandas que nos influenciaram a ser músicos. A agenda é a única dificuldade, é difícil achar datas para juntar todo mundo, mas quando se organiza tudo com uma certa antecedência as coisas funcionam.
Por enquanto vamos tocar somente no Chile, temos várias propostas de países da América do Sul e do México. Vamos ver, todos os músicos estão envolvidos em projetos e depende da agenda de todos.
RP: Devido o som do Sepultura ser mais agressivo, algumas pessoas tem em mente que suas influências foram todas nessa mesma linha, mas sabemos que não. Fale um pouco sobre suas influências.
AK: Gosto de quase tudo, claro do metal, do rock, do blues, do clássico. Tenho me afastado um pouco da música e procurado influências musicais em livros e outras situações que não tenha relação direta com a música.
RP: Fazendo um balanço de 2008, como foi em geral o ano para você? E a sensação de ter tocado com o Scorpions?
AK: O ano de 2008 foi fantástico para mim. terminei o meu disco solo e o do Sepultura, lancei as cordas da "SG" com a minha assinatura e o combo Kisser pela Meteoro, recebi uma homenagem do VMB na MTV Brasil, abri a cerimônia do Grammy Latino Brasil com os Meninos do Morumbi e a Companhia Deborah Colker de Dança, toquei com a orquestra do Maestro Silvio Barbato e toquei com o grande Scorpions como músico convidado, foi uma experiência inesquecìvel, uma honra.
RP: Dentre os projetos para 2009, tem algum que você já possa citar?
AK: A tour de divulgação do novo disco do Sepultura "A-LEX", o lançamento do meu primeiro disco solo "Hubris I & II" que são os principais projetos para 2009, se der tempo, vamos ver o que da pra fazer a mais.
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